Grau 21º – Cavaleiro Prussiano ou Cavaleiro Noaquita
Grau de Elevação
ARQUIVOS DE RESUMO
Senha: jafeth
ESCOPO DO GRAU – RESUMO HISTÓRICO E MÍSTICO
Este Ritual é baseado em procedimentos tradicionais extraídos da Coleção do Grande Oriente de França e está em conformidade com o que preceitua a Coleção Preciosa da Maçonaria Adonhiramita Tipografia Austral, RJ, 1836. Tendo sido revigorada a sua prática no Rito, deve ser rigorosamente executado como nele se dispõe.
O postulante deste grau se apresenta com o propósito de decorar as RReg do Templo, significando que os CCav Noaquitas já possuem, basicamente, a ciência e as virtudes necessárias à perfeição dos trabalhos. Por tal, deseja-se preparar o obr para que, futuramente, torne-se apto a desempenhar os mais altos cargos das oficinas litúrgicas do Governo da União Corporativa, ensinando-lhe que deverá cumprir com exatidão e fidelidade os seus deveres, cuidando para que os trabalhos litúrgicos nunca cessem e se desenvolvam com os cuidados adequados.
Aqui, o candidato a tudo assiste, livremente conduzido, e o seu progresso místico apenas enfatiza a correta aplicação simbólica da Arte Real ao aperfeiçoamento filosófico do iniciado. De modo que este, ao final do seu percurso, esteja adornado da mais pura moral e compreenda que deverá pautar seus atos com os mais belos fluidos do amor, da justiça e da verdade, rendendo verdadeiras graças ao Gr Arq, do Univ.
O Antigo Testamento nos revela algumas conclusões a que chegaram os cientistas, ao estudarem a gênese dos povos.
A linguagem bíblica é por natureza teofânica e, coerentemente, o seu tema central é religioso. O Gênesis se esforça para demonstrar a origem divina do homem, expondo os fatos a seu modo, sem se preocupar com a coerência histórico-cronológica e, mesmo, com a definição do momento do surgimento do homem. Não era seu objetivo revelar a história da Humanidade, mas sim a interferência de Deus na obra criadora em que se inclui o homem.
A dialética bíblica, por conseguinte, não exclui, de forma alguma, a verdade histórica; apenas mimetiza-a, de acordo com as conveniências de seus propósitos místicos.
Pelo relato bíblico, o homem teria surgido por volta de 4.000 anos a.C., o que conflita com as estimativas científicas que supõem a existência da Humanidade há mais de 70 milhões de anos.
Desta forma, a modéstia das idades dos patriarcas bíblicos, pré e pós-diluvianos, não se encontra em sintonia com a fantástica longevidade multimilenar de alguns reis acádicos, sumerianos e caldaicos de que nos falam antigos documentos babilónicos.
Todavia, tais desencontros em nada afetam a veracidade do documento sagrado, por não interferirem na essência de seu principal escopo: Deus como origem de todos os seres e de todas as coisas. Porém, raciocinando em termos históricos, isto é, apegado aos números bíblicos, o estudioso não poderia posicionar o surgimento das civilizações acádio- sumérica e caldaica, nas proximidades do IV milênio A.C., conforme estimam os cientistas, nem atribuir aos acádios e caldeus a origem semítica, como concluem os arqueólogos, uma vez que Sem só teria nascido por volta de 2.500 A.C.. Por outro lado, os fatos narrados nas escrituras sagradas têm sido comprovados historicamente.
Desta conjectura e com base nas avaliações científicas da atualidade, segundo as quais os acádios e caldeus teriam origem semítica, depreende-se que Sem precedeu estas civilizações. Portanto, no IV milênio a.C., Noé, pai de Sem, precedera essas civilizações. Então, é ilícito inferir-se que o Dilúvio (cataclismo cientificamente comprovado) deve ter ocorrido antes do IV milênio a.C. e que, entre o Dilúvio e o episódio da Torre de Babel, deve ter-se interposto um período de tempo suficiente para a estruturação daquele povo.
Também deve ser ressaltado que, se os acádios e caldeus eram descendentes de Sem, eram ipso facto, monoteístas, pelos menos de início, tornando-se politeístas com o perpassar do tempo, em contato com outras gentes.
Mesmo assim, alguma parcela desse povo manteve-se fiel ao monoteísmo e Abraão, descendente direto de Noé através de Sem, embora distante, e Patriarca maior do povo judeu, é a grande testemunha dessa assertiva. Neste contexto é que situamos a gênese do grau 21 – Cavaleiro Noaquita – da Maçonaria Adonhiramita.
Temente a um Deus único e por Ele eleito para liderar os que, por sua fé e boas ações, mereciam ser salvos do dilúvio iminente, tornou-se Noé o centro das manifestações teofânicas antes e depois desse fenômeno. Sinais nos céus transmitidos pelos astros eram os códigos de comunicação entre ele e o Altíssimo.
Noé ou Noah (conforme o hebraico) é hoje, por suas excelsas virtudes, o patrono e líder espiritual dos Cavaleiros Noaquitas (Noah conduz a Noaquita, por sufixação), como são intitulados os maçons iniciados no grau 21. Sem, Cam e Jafé, filhos de Noé, multiplicaram consideravelmente sua descendência, depois do dilúvio. Nemrod, neto de Noé através de Cam, tornou-se “um homem forte” e, fundando a cidade de Babel, nela estabeleceu o primeiro governo autocrático de que se tem notícia na história dos povos. Sob suas ordens, seu primo Faleg, respeitável arquiteto, filho de Heber e tetraneto de Noé pela linhagem de Sem, construiu a Torre de Babel.
Babel (do acádio “Bân-ili”) – Porta de Deus, deu origem e serviu de primeira capital a Babilônia (“Bân-ilami”) – Porta dos Deuses. A pluralização da palavra acádia ili para ilami parece indicar a passagem dos noáidas do monoteísmo para o politeísmo. Portanto, pode-se deduzir que isto tenha ocorrido com a fundação de Babilônia, símbolo do orgulho humano, segundo a Bíblia.
De fato, o orgulho dos homens se acentuou depois que, julgando desvendados os segredos celestes revelados pelos astros através da Torre de Babel, imaginaram-se iguais a Deus e passaram a adorar os planetas e as estrelas.
Por isso é que Deus os castigou pela confusão das línguas (Babel passou ao hebraico como Balai: confusão) que não lhes permitiu entenderem-se e, de certo, provocou a glotogênese e a dispersão dos povos. Deste relato, uma lição que sempre deve estar presente nos homens é a consolidação da humildade na Sabedoria e na Fé, que é o caminho mais seguro para Deus.
Faleg, embora se diga que “em seu tempo a terra foi dividida”, tornou-se apenas o instrumento inocente do erro de Babel, cuja causa saiu da imposição de Nemrod sobre seu primo que foi forçado a edificá-la, sem pressentir o desfecho de seu ato. Tanto isto é verdade que, perscrutando o arrependimento de Faleg, Deus o perdoou e o imortalizou na sua descendência, escolhido para seu próprio povo. Por isso, Faleg é o personagem maior celebrado no Ritual do grau 21, da Maçonaria Adonhiramita.
Destarte, porque a Torre de Babel albergava uma espécie de simbiose místico-astrológica ou especulativo-astronômica, o estudo da Astronomia ficou consagrado na ritualística desse grau. Esta é, pois, a herança sagrada que a História legou aos Cavaleiros Noaquitas, que devem preservá-la pelos tempos afora. Todavia, aqui cabe uma pergunta: por que os Cavaleiros Noaquitas são também conhecidos como Cavaleiros Prussianos?
Reza a tradição que em 1553, foi descoberta na Prússia, uma coluna que continha gravada na linha sumeriana a história da Torre de Babel e uma referência ao arrependimento de seu Arquiteto. Por outro lado, como tal relíquia teria chegado à Prússia?
A ser verdadeira esta versão, é possível que essa peça arquitetônica de tamanha importância tenha sido introduzida na Prússia pelos Cavaleiros Teutônicos (a Ordem Teutônica, Teutshou Deutsch = alemão, foi fundada em Jerusalém em 1128, por mercadores alemães, como ordem templária).
Após as Cruzadas, estes cavaleiros receberam do Reino da Polônia a incumbência de cristianizar as tribos prussianas, cujas terras, reunidas a outras possessões, constituíram o Reino da Prússia.
Essa Ordem Templária, após absorver os Cavaleiros Schewerberger (Porta-Gládio), secularizou-se e extinguiu-se em 1525. Entretanto, de seus remanescentes surgiram os Cavaleiros Prussianos. O mais ilustre foi Frederico II, o Grande, (1712 – 1786) cujos descendentes se legitimaram herdeiros e depositários dos bens materiais e culturais da Ordem Teutônica na Prússia. A eles deve ser atribuída a descoberta da lendária coluna babeliana.
Portanto, conclui-se que o grau 21 da Hierarquia Adonhiramita é dedicado ao Patriarca Noé. Seus descendentes, ao construírem a Torre de Babel, tornaram-se exímios conhecedores dos astros, cujo estudo há que ser mantido pelos iniciados neste grau.
Faleg é o personagem no centro da ritualística deste grau. Vê-se ainda, como os Cavaleiros Prussianos se vincularam ao grau 21, por intermédio da fantástica relíquia babeliana. Daí, o título bivalente atribuído aos que ao grau são elevados: Cavaleiros Noaquitas ou Cavaleiros Prussianos. Constata- se, outrossim, que o orgulho foi a causa fundamental do castigo divino no episódio de Babel e que a humildade e a virtude simpáticas a Deus, as quais associadas à fé, à caridade e à esperança, reabilitam perante o Altíssimo, tal qual ocorreu com Faleg.
TÍTULOS
A Loja se denomina Grande e Sublime Capítulo de Cavaleiros Noaquitas ou Acampamento Noaquita. O Templo chama-se Torre. Os membros recebem o tratamento de Perfeitos Cavaleiros.
DIGNIDADES
1 – Grande Inspetor
2 – Grande e Perfeito Cavaleiro 1º Vig
3 – Grande e Perfeito Cavaleiro 2º Vig
4 – Grande e Perfeito Cavaleiro Orador
5 – Grande e Perfeito Cavaleiro Secretário
6 – Grande e Perfeito Cavaleiro Tesoureiro
7 – Grande e Perfeito Cavaleiro Chanceler
OFICIAIS
8 – Gr. e Perf. Cavaleiro Mestre de Cerimónias
9 – Gr. e Perf. Cavaleiro Hospitaleiro
10 – Gr. e Perf. Cavaleiro Segundo Experto
11 – Gr. e Perf. Cavaleiro Arquiteto
12 – Gr. e Perf. Cavaleiro Mestre da Harmonia
13 – Gr. e Perf. Cavaleiro Capitão das Guardas
14 – Gr. e Perf. Cavaleiro Cobridor
15 – Gr. e Perf. Cavaleiro Primeiro Experto
16 – Gr. e Perf. Cavaleiro Porta Bandeira
17 – Gr. e Perf. Cavaleiro Estandarte
PAINEL DO GRAU
INSTRUÇÕES PRELIMINARES
Não há.
PARAMENTOS
AVENTAL – Em seda ou material similar com a frente e o verso verde-claro, cordões ou cintos pretos, orlado com fita verde-escuro e franjas douradas, ostentando na Aba a Torre de Observação do Grau, prateada e negra, com quatro ameias ladeadas, a direita por uma Lua Prateada em quarto- crescente em fundo azul-celeste, cercada por sete estrelas da Constelação de Plêiades e, a esquerda, por um astrolábio dourado de fundo branco.
ABETA – também orlada em verde escuro, contem no centro a joia do grau dourada, ou seja, uma seta dirigida pra baixo, emoldurada por um triângulo equilátero.
BARRETE – Preto, sem adornos, ladeado por uma fita amarela dourada.
COLAR – Preto, verso preto, debruada for fita dourada, lançada do ombro direito para o quadril esquerdo, apresentando, em prata as letras “S.C.J.”, trazendo na ponta a joia do grau.
JÓIA – Dourada, composta por uma Seta dirigida para baixo, emoldurada por um Triângulo Equilátero.
APLICATIVO SCAB
Acesse a Biblioteca, Instruções e Videoinstruções do Grau no Aplicativo do SCAB (Supremo Conselho Adonhiramita do Brasil).
Senha do Grau 21: sem,cam,jafeth

