Grau 14º – Grande Eleito ou Perfeito e Sublime Maçom
Grau de Elevação
ARQUIVOS DE RESUMO
Senha: adambeniah
ESCOPO DO GRAU – RESUMO HISTÓRICO E MÍSTICO
Este último grau da segunda classe da hierarquia da Maçonaria Adonhiramita apresenta um argumento central considerado Teísta Judaico, sendo a natural continuação do anterior, Cav. do R. Arc. Recorda-se, aqui, que a lenda que permeia os trabalhos daquele grau, comemora o descobrimento do nome irrevelado da Divindade, aludindo aos nove templos subterrâneos, mandados construir por Henoc em Canaã, um debaixo do outro, cada um com seu arco de sustentação, formados por peças da mais dura rocha.
Por tal razão, os fundamentos litúrgicos não são alterados neste grau e mostram que no último daqueles templos, Henoc colocou um cubo de ágata com uma placa triangular de ouro, contendo gravado o nome da Divindade, sobre um pedestal de alabastro claro. Para ocultar esta edificação aos olhos curiosos, fez construir um pequeno templo, escondendo a entrada dos aposentos que lhe estavam abaixo.
Estes embasamentos bíblicos permitem-nos compreender que o Templo do Gr. 14º representa a Abóbada Sagrada ou a câmara subterrânea, nas entranhas da terra. Esta, totalmente fora do domínio dos profanos, forma um cubo perfeito, compartimento onde Salomão se reunia com os MMestr. que foram designados para a missão secreta.
Pela localização daquele aposento, se considera que o mesmo representa um notável progresso sobre os fundamentos esotéricos da câmara do meio do terceiro grau ou, até mesmo, sobre o papel do santuário dos graus de EEleit., sendo o local onde se desenvolve o ponto final da tragédia mística que representa o Triunfo Supremo da Luz e da Verdade, sobre o erro e a ilusão, oferecendo nos procedimentos do seu cerimonial de recepção uma explicação sobre o desaparecimento e a ressurreição de Adonhiram.
Após admirável trabalho de disseminação dos princípios da Ordem, as tradições doutrinárias do grau narram que os construtores do Templo, então dispersos pelos países vizinhos, achando-se conduzidos pelos GGr. EEleit., de modo uniforme e regular.
Esta situação permaneceu até quando o Santuário foi profanado e o povo de Israel se tornou idólatra, menosprezando o culto à Divindade. Tais acontecimentos levam os maçons a gravarem o nome Inefável do Gr. Arq. do Univ. em um delta dourado, precedendo a destruição do Templo, por ordem de Nabucodonozor, rei da Babilónia.
Portanto, sua ritualística contempla o relato da descoberta do delta, efetuado em um estado de escravidão simbólico, após o que se devolve ao neófito a liberdade que é desenvolvida em torno do conhecimento do nome da Divindade, revelado a Moisés e que Adonhiram trazia gravado no delta dourado, mas que, próximo da morte, arremessou num poço.
Esta joia inestimável foi descoberta por três OObr. e Salomão, reconhecido, por recompensa, deu-lhes um precioso anel como testemunho da aliança entre a verdade e a virtude e o título que ora identifica o grau: Gr. Eleit. ou Perf. e Subl. Maç.
Considera-se que os trabalhos objetivam a proclamação dos direitos inalienáveis de liberdade absoluta da consciência e do pensamento que possuem todos os homens, bem como o estudo das reivindicações formais deste direito, a fim de se atingir a constituição de governos livres, nascidos de comum acordo com os interesses gerais.
Este é o décimo-primeiro grau da hierarquia dos graus filosóficos da Maçonaria Adonhiramita, liderando o conjunto denominado “Graus de Perf.”. Seus OObr. compõem o comando administrativo e litúrgico de uma Gr. e Aug. Loj. de Perf. (Maçonaria Encarnada) que possui jurisdição territorial sobre as Lojas simbólicas que lhe forem deferidas e sobre as oficinas litúrgicas da estrutura Adonhiramita, as quais compreendem os seguintes graus, conferidos pela segunda classe da citada nomenclatura:
04 – Mestr. Secr.;
05 – Mestr. Perf.;
06 – Preb. e Juiz;
07 – Prim. Eleit. ou Eleit. dos Nov.;
08 – Seg. Eleit. ou Eleit. de Pérignan;
09 – Terc. Eleit. ou Eleit. dos Quinze;
10 – Apr. Esc. ou Peq. Arq.;
11 – Comp. Esc. ou Gr. Arq.;
12 – Mestr. Esc. ou Gr.-Mestr. Arq.;
13 – Cav. do R. Arc.;
14 – Gr. Eleit. ou Perf. e Subl. Maç.
Pelas disposições doutrinárias, os graus desta estrutura são classificáveis como bíblicos, lendários, judaicos e cavaleirescos, observando-se que os OObr. em cargo têm as denominações e atribuições que lhes confere este ritual, bem como devem seguir os procedimentos gerais inscritos no Regimento Interno da Loj. de Perf..
TÍTULOS
A Loj., como já se afirmou, representa o Templo subterrâneo do Rei Salomão, sendo denominada Abóbada Secreta ou Câmara Sagrada. O Presidente manterá o tratamento ritualístico de T.V.P. e tem, permanentemente nas mãos, nas sessões ordinárias, um cetro azul e dourado. Os dignitários são idênticos aos do Gr. 12º, porém o presidente recebe somente o tratamento de T. V. P. e o Rei de Tiro e os VVig. o de RRespeitab.(neste grau Adonhiram reaparece nas sessões ordinárias).
Os llr., Secr., Orad., Tes. e Chanc. são tratados por Resp. e os demais OOfic. e membros do quadro são chamados por Perf. e Subl., além das titulações ritualísticas a seguir, se for o caso.
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1. |
Presid |
Salomão |
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2. |
1º Vig |
Adonhiram |
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3. |
2º Vig |
Moabom |
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4. |
Insp. Geral |
Hiram, Rei de Tiro |
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5. |
Guard. da L. |
Abdamom |
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6. |
Secr |
Johabem |
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7. |
Tes |
Jabullum |
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8. |
Chanc. |
Galaad |
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9. |
Hosp. |
Antares |
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10. |
2º Exp |
Eligam |
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11. |
Arq. |
Zeomet |
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12. |
M. CCer. |
Stolkin |
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13. |
M. Harm. |
Tallud |
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14. |
G. Torr. |
Zerbal |
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15. |
1º Exp. |
Ben Gabel |
PAINEL DO GRAU
Embora seja, aparentemente, mais complexo e rico em detalhes que os painéis precedentes, o deste grau não contém maiores novidades, retratando os principais elementos das tradições doutrinárias do Perf. e Subl. Maç., facilmente identificados pelos OObr. instruídos. Tal inferência é básica e decorre das antigas disposições dos primeiros ritualistas da Maçonaria Adonhiramita, que tendo consagrado este grau àqueles mais dotados e estudiosos, nele viram o coroamento das disposições relativas ao desaparecimento e ressurreição de Adonhiram.
Entretanto, há de se notar que as mesmas ordenações não contemplam, no Rito, a Escada em Caracol e as figurações da Tríplice Divindade, mais apropriadamente representada pelos três círculos branco, negro e vermelho, que circunscrevem o emblema do grau.
Como elemento de fundo do painel observam-se nove círculos concêntricos, representando, numa interpretação inicial, os nove céus da sublime visão experimentada por Henoc, no cume do Monte Moriá, onde o patriarca, no último daqueles, pode alcançar o conhecimento da essência íntima ou a verdadeira pronúncia do Nome Inefável. Obviamente, irá representar, também, as nove abóbadas do templo que Henoc mandou construir nas entranhas do monte, obra que foi conduzida pelo seu filho Matusalém, embora desconhecesse este os motivos reais da empreitada.
Mesmo sendo ignorado o conteúdo e o destino especialíssimo de cada uma das abóbadas daquele edifício, que se comunicavam por uma Escada em Caracol, supõe-se que as mesmas representavam etapas distintas ou épocas da Humanidade, simbolizadas, também, pelos seis patriarcas que antecedem a Henoc (Adão, Set, Enos, Cainan, Malalel e Jared), bem como pelos três que lhe sucedem (Matusalém, Lamec e Noé).
A construção simbólica do painel privilegia, ainda, além dos nove círculos da Abóbada Sagrada, as nove pedras do Arco Real, onde seus números representam os nove nomes ou aspectos da Divindade (Yod, Yah, Yehu, Adonai, El HHanan, El Shadai, Eloah, Elohim e Sabaoth). Vários desses nomes são elementos ritualísticos do cobridor deste grau e de outros da hierarquia Adonhiramita, fechando-se o arco com a Pedra Chave, contendo uma estrela de cinco pontas inscrita, formando este conjunto o símbolo maior do grau.
Destaca-se, à frente dos nove círculos, um pedestal triangular, simbolizando o de alabastro da lenda do grau, que suporta a Arca da Aliança e o Triplo Tau dourado, velado por dois querubins. Este conjunto apresenta-se ladeado pelas duas colunas de Henoc: a da esquerda, de pedaços de mármore e a da direita, em cobre retorcido.
Podemos considerar, num ponto de vista esotérico, que no pedestal se encontra simbolizada a nossa presença terrena atual, e as duas colunas recordam-nos a ciência e a arte, uma simbolizando a experiência do passado e a outra, essencialmente, a esperança do futuro.
Ao centro do painel, emoldurado pelos tradicionais ramos de acácia dourada, pode-se notar uma escotilha com um anel de bronze que permite o acesso simbólico à verdade que todos buscamos, oculta sob nossos pés. Como reza a lenda, o anel é de bronze para assinalar a perpetuidade da verdade, através dos tempos e dos cataclismas morais e sociais.
À sua frente está uma vasilha simbolizando aquela da Mescla Sagrada, a régua de 24 polegadas, graduada por 3, 5, 7 e 9 e uma trolha.
À retaguarda, está uma taça dourada com vinho e, à esquerda do painel, junto à coluna rubra, encontra-se a Sarça Ardente, das tradições lendárias do grau e, ao seu lado, três ferramentas: uma alavanca, uma picareta e uma pá, representando os instrumentos empregados pelo candidato nos trabalhos executados para a descoberta do aposento secreto da Abóbada Sagrada, enquanto Cav. Do R. Arc..
Ainda no Pav. Mos., à direita do painel, está a coluna negra e o M. de Bronz. e, próximo, três armas: um machado, um punhal e uma Esp., utensílios presentes no cerimonial executado no Alt. dos SSacrif., sendo a Esp. a própria arma do candidato, deste retirada para que o mesmo ali se apresente limpo e puro. Não se deve confundir o uso das armas, principalmente o punhal, supondo-as capazes de proporcionar a morte ao ser humano, como aplicação da justiça ou mesmo como uma vingança: um novo crime, legal ou ilegal, não remedia aquele que se pretende castigar e, muito menos, a sua ignorância associada, causa primordial do mesmo.
É importante também, por outro lado, que o Perf. e
Subl. Maç. compreenda que o machado vai permitir, esotericamente, que se proceda à necessária separação dos dois mundos do homem: o mundo superior do inferior, respetivamente, a cabeça do coração, para que, descendo, ele possa subir.
Não nos custa ressaltar a presença obrigatória dos dois luminares principais da Maçonaria Adonhiramita: o Sol e a Lua, nas suas tradicionais configurações. Porém, no caso presente, deve-se notar que estes dois astros assinalam e completam a tríplice purificação do neófito, em que concorrem nove elementos: a água e o fogo, elementos básicos, aos quais se unem o Sal e o Incenso (princípios herméticos: lunar e feminino, solar e masculino) e os que integram a Mescla Sagrada: o vinho, o azeite, o mel, o leite e a farinha.
Finalmente, enfatizaremos que, embora a corda com nós e a Escada em Caracol, que interliga os nove arcos da abóbada, não estejam claramente representados no painel, estes elementos devem ser objetos de estudo do Perf. e Subl. Maç., pois a escada, muito mais relevante aqui do que no grau de companheiro, significa o caminho místico do neófito até alcançar a corda com nós (Fio dourado) que ali o conduzirá.
São, portanto, símbolos claros do progresso evolutivo que se deve realizar, constantemente, segundo a linha espiral (DNA) daquele percurso, que é balizado pelo fio dourado que mantém inalterável e seguro o avanço do Iniciado.
O fio dourado seria, portanto, o raio da nossa consciência individual que liga, como princípio fundamental dentro da eternidade, as várias transformações em que se manifesta, no tempo e no espaço, a realidade transcendental do Ser.
INSTRUÇÕES PRELIMINARES
T.V.P. – Meu(s) I(I)r., as tradições dizem-nos que a maior aspiração dos OObr. era o conhecimento do nome do Gr. Arq. do Univ. e da sua verdadeira pronúncia. Enquanto CCav. do R. Arc., dedicastes-vos a sua investigação, tarefa onde o reconhecimento da existência de um princípio regulador absoluto e infinito vos foi colocado como o arcabouço doutrinário da nossa Sublime Ordem.
1º V. – Relembremos, agora, que a rica lenda embasadora do Gr. 13º traz-nos o personagem bíblico do Patriarca Henoc que, segundo aquelas tradições, viveu no ano 3740 a.C., cujo nome, em hebraico, significa “o que viu muito” ou “o que sabe muito” e, mais apropriadamente, em árabe, adris ou instruído.
2º V. – Dotado do dom da profecia, em um dos seus maravilhosos êxtases, conheceu o Patriarca o verdadeiro nome do Supremo Árbitro dos Mundos, o qual lhe foi proibido pronunciar e, em outro sonho, recebeu a revelação do cataclismo que, em breve, deveria destruir a Humanidade.
ORAD. – Desejando preservar o conhecimento adquirido da catástrofe que se avizinhava, mandou lavrar numa placa triangular de ouro os caracteres que representavam o Nome Inefável e, fez gravar misteriosos hieróglifos numa coluna de mármore com a explicação da sua correta pronúncia, conforme havia ouvido do próprio Jehovah e, noutra, de cobre, todos os conhecimentos científicos da sua época.
SECR. – Para abrigar a relíquia, Henoc ordenou a construção de um Templo subterrâneo, com nove abóbadas apoiadas por nove arcos e depositou, na mais profunda dessas, o delta dourado com o Nome Inefável e, na mais externa, as duas colunas de mármore e cobre, selando a entrada do Templo com uma grande pedra quadrangular contendo um anel de bronze no centro.
T.V.P. – Como sabeis, logo veio o Dilúvio e todos os habitantes da Terra sucumbiram, exceto Noé e sua família, que continuaram a espécie humana; das duas colunas gravadas por Henoc, somente a de bronze alcançou melhor sorte, desaparecendo a de mármore naquele formidável cataclismo. Perde-se, então, a pronúncia e a verdadeira grafia do nome do Gr. Arq. do Univ..
1º V. – Assim, por um grande lapso de tempo nenhum ser humano pôde mais pronunciar ou escrever o Nome Inefável até que, novamente, o próprio Jehovah o revela a Moisés que o grava em uma medalha de ouro, ensinando a pronúncia ao seu irmão Aarão e colocando a medalha na Arca da Aliança.
2º V. – Escaramuças contra os sírios levam à perda da Arca e, dando mais um salto no tempo, chegamos à construção do grande Templo de Jerusalém que, como sabemos, foi idealizado por David, Rei de Israel e levado a cabo por seu filho Salomão. E este, antes de consagrálo à Gl. do Gr. Arq. do Univ., desejou recuperar o delta dourado de Henoc.
ORAD. – Para esta tarefa suprema, designou três dos seus melhores Mestres, em cuja lealdade confiava, homens de extraordinário valor e que haviam demonstrado singular perseverança em outras ocasiões: Jabullum, Johabem e Stolkin os quais, após penosos esforcos, descobrem o Templo subterrâneo, onde estava oculto o delta dourado.
SECR. – Eis porque conhecemos a representação do Nome Inefável. Porém, como já vos dissemos, desgraçadamente, não o sabemos pronunciar, devido ao desaparecimento da coluna de mármore! É por tal motivo que os CCav. do R. Arc. se apresentam na Loj. dos PPerf. e SSubl. MMaç., pois almejam conhecer a verdadeira pronúncia e proclamando-a ao mundo, melhor cumprirem os elevados objetivos da Maçonaria.
T.V.P. – Meu(s) AAmad. I(I)r., nesta vossa segunda revelação, como se explicava no antigo Egito, estivestes à porta da morte, tendo tocado os limites da vida, vislumbrando a tumba escura da Humanidade e, testemunhando o reaparecimento do espírito vivificante, presenciastes o renascer da luz de uma nova vida.
1º V. – Hoje, deveis meditar sobre esta alegoria, que se encontra em todas as grandes lendas religiosas do mundo, sob diferentes aspetos, porém sempre nos trazendo à mente a mesma ideia: um personagem central cai e sucumbe sob os golpes de um ou mais espíritos malignos para, triunfantemente, renascer e desfrutar de uma existência gloriosa e imortal. É o dogma simbólico que nos é colocado: a eterna luta entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas.
2º V. – À Maçonaria está reservada idêntica sorte, pois ela é a grande guardiã dos arcanos da Humanidade. Cabe ao Iniciado trilhar o correto caminho, porque a Sublime Ordem só nos aponta a trilha básica: nossos rituais. Assim, apenas mantém acesa a chama do conhecimento, pois como já vos afirmamos, “aprende ou lembra-te!”.
ORAD. – Para nós, não se discute: o berço da civilização está no Oriente e de lá recolhemos suas lendas e fábulas como fonte imorredoura de conhecimento.
Contemplai, se vos é possível, seu esplêndido céu azulado, paradoxalmente adornando desertos abrasadores, banhados pela luz e calor de um astro implacável.
Vede suas ruínas majestosas, contando-nos histórias de mundos há muito desaparecidos, extintas suas civilizações na voragem dos tempos.
SECR. – Neste cenário grandioso, encontrareis o terreno propício para nossa maior tradição, a construção do Templo de Salomão, uma das maravilhas do mundo antigo, onde o mito da morte de Adonhiram nos excita a imaginação, transportando-nos, magicamente, aos dias de glória e fama daquele soberano, consagrado postumamente pela sua grande sabedoria.
T.V.P. – O Gr. Arq. do Templo não era um simples mortal, mas sim um enviado, expressão pura da luz situando-se acima de todos os homens, dotado de inteligência superior e de uma misteriosa autoridade, sob a qual todos se submetiam, ensejando recebesse o simples e respeitoso título de Mestr..
1º V. – Quão poderoso era Adonhiram! Sob sua supervisão, diznos a lenda, estavam trezentos mil obreiros, provenientes de todos os países e falando todos os idiomas e que, a uma ordem sua, como que dotados de uma só alma e unidos por uma só mente, se moviam ordenadamente no cumprimento das suas missões.
2º V. – E mais nos diz a história: certo dia, uma poderosa rainha empreendeu uma visita ao fabuloso reino de Salomão e este, para dar-lhe uma demonstração do seu poderio, organizou uma visita as obras do Templo que erguia, disto encarregando Adonhiram.
ORAD. – Na hora acordada, tendo mandado reunir os obreiros, Adonhiram coloca-se à entrada do pórtico exterior do Templo e sobe num improvisado pedestal de granito e dali, lançando serena visada sobre a multidão que se agitava como as ondas de revolto mar, levanta o braço direito no qual empunhava o seu Malh. de comandante supremo e logra conseguir, instantaneamente, uma quietude tão serena como o alvorecer e todos os olhares nele se fixam.
SECR. – O Gr. Arq. do Templo, o Mestr. da vida elevada, o espírito vivificante abaixa o braço e traça no espaço, da esquerda para a direita uma linha horizontal e, imediatamente, uma outra linha vertical, desde o alto da cabeça até à metade imaginária daquela linha horizontal, figurando dois ângulos retos opostos e ligados, cujo símbolo representava para os obreiros a letra T.
T.V.P. – Este foi o Sin., e sob ele todos se ajustaram: mestres, aprendizes e companheiros, revelando seu imenso poder, além de toda explicação, mas que os Iniciados somente devem usar unindo sabedoria, força e beleza.
— Podeis agora aprender?
— Lembrar-se?
(Pausa)
— Que a harmonia, a paz e a concórdia sejam o pendão sagrado de vossas vidas e de vossas felicidades.
T.V.P. – Está encerrada a instrução preliminar do grau.
PARAMENTOS
AVENTAL – Avent. de aba em seda branca ou similar, debruada por fita vermelho-púrpura orlada por franjas e galões dourados, verso branco, cintos ou cordões pretos, tendo ao centro, debruada em dourado, uma Ped. Cúb. marrom-escuro, contendo na face frontal a letra hebraica (“He”) dourada e uma argola de ferro (bordada) na sua parte superior.
ABETA – A ABETA será branca, em seda ou material similar, verso branco, formato triangular, orlada da mesma forma, contendo no centro um delta dourado com um Triplo Tau. Barrete na cor vermelha-púrpura, debruado com uma fita dourada.
BARRETE – Vermelho-púrpura, verso branco, orlado a dourado.
COLAR – Vermelho-púrpura, em seda ou material similar, verso branco, contendo ramos de trigo na lateral, possui na ponta a joia do grau.
JÓIA – Dourada, um compasso coroado aberto em um quarto de círculo, com as marcações “III, V, VII e IX”, apresentando uma medalha entre suas hastes, formada por um Sol em uma das faces e a Estr. Flamej. com a Letra “G” no centro, todos dentro de um circulo sobre um resplendor.
APLICATIVO SCAB
Acesse a Biblioteca, Instruções e Videoinstruções do Grau no Aplicativo do SCAB (Supremo Conselho Adonhiramita do Brasil).
Senha do Grau 14: iah-benadam

