Grau 12º – Mestre Escocês ou Grão-Mestre Arquiteto
Grau de Elevação
ARQUIVOS DE RESUMO
Senha: jehovah
ESCOPO DO GRAU – RESUMO HISTÓRICO E MÍSTICO
O grau de Mestre Escocês é um dos graus da hierarquia da Maçonaria Adonhiramita classificado como Israelita Salomónico, através do qual, visando-se a designação do sucessor de Adonhiram, transmite-se ao Obreiro os meios para que ele adorne o seu coração, Templo de amor, com a justiça e a verdade. Por isso os seus fundamentos litúrgicos baseiam-se numa antiga tradição na qual, reinando a paz em todo o reino, Salomão facilita a criação de uma escola de hábeis artesãos, após o julgamento e a terrível punição dos assassinos de Adonhiram.
Para esta tarefa, o monarca houve por bem selecionar os membros mais capazes e estudiosos, preparando-os, de modo a melhor realizarem as suas tarefas de construtores e capacitando-os para executarem com perfeição a edificação do Templo, conforme a promessa feita pelo G:.A:.D:.U:. a Enoch, Moisés e David. Foram estes obreiros denominados de Mestres Escoceses, em louvor ao Monte Heredom, na Escócia, local lendário da primeira Loja. Este grau é a coroação dos antecessores graus denominados de Aprendiz e Companheiro Escoceses, pois neste observa-se que, após o sorteio dos nomes dos doze Mestres entre os Eleitos dos Quinze, nomeados por Salomão para chefiarem as Doze Tribos de Israel, o Soberano transmite-lhes paulatinamente os conhecimentos referentes à tradição e à legislação do ofício de construir.
Entretanto, os relatos mostram que já não são mais simples construções materiais que os Maçons devem edificar, são Altares e Tabernáculos sagrados internos, condignos com os projetados pelo Mestre Construtor. Devido a isso, como nos graus precedentes, a sua ritualística consagra princípios da arquitetura e a sua forte ligação com a Sublime Instituição onde, uma vez mais, os instrumentos e ferramentas da arte de construir serão empregados para exemplificar profundas analogias morais e éticas.
Para alcançar esta designação máxima, o aspirante evolui a partir da Grande Luz da Terceira Câmara, de um lugar elevado, valendo ressaltar que, recebido como recipiendário, o mesmo vê-se instalado, ante um severo juramento, a assumir novos compromissos em plena e total liberdade, sem obstáculos ou empecilhos materiais.
Objetivando os seus fundamentos doutrinários subjacentes ao estudo dos problemas humanos (espirituais e filosóficos), assinale-se que é neste grau que o Obreiro se depara pela primeira vez com o Agnus Dei, símbolo geral da Maçonaria Adonhiramita, e com a primeira lei escrita, ou seja, será confrontado com os elevados princípios da moral, adornada pelos atributos do amor, da justiça e da verdade.
Este é o nono da hierarquia dos Altos Graus da Maçonaria Adonhiramita, integrando o conjunto denominado por Graus de Perfeição ou ainda Graus Inefáveis, devido às alusões aos nomes divinos.
TÍTULOS
A Loja, como já se descreveu, representa a Câmara de recepções do Rei Salomão, não possuindo nome particular, sendo apenas denominada por Câmara ou Conselho. O seu Presidente, que representa aquele Soberano, manterá o tratamento ritualístico de T V P ou Poderosíssimo Mestre, portando nas mãos um cetro azul e dourado, e usando também um malhete nas sessões ordinárias e uma espada flamígera nas de recepção.
O 1º Vig:. é o Insp:. Geral das Obras, Hiram, Rei de Tiro, já que Adonhiram ainda não trabalha. Os VVig:. são tratados por Respeitabilíssimos, os Oficiais por Venerabilíssimos, além das titulações ritualísticas abaixo indicadas, se for caso, e os Obreiros do quadro por Honorabilíssimos.
PAINEL DO GRAU
Visando encerrar uma etapa deste ciclo de conhecimentos, o painel da Câmara do 12º Grau de uma Grande e Augusta Loja de Perfeição da Maçonaria Adonhiramita revela-se extremamente apropriado para caraterizar os trabalhos de um Grão Mestre Arquiteto, pois mostra o fim do ciclo zodiacal, marcando-se a Grande Obra Individual e Cósmica, em tudo análoga ao percurso anual que é efetuado pela rotação da Terra em torno do Sol.
A construção simbólica do painel ressalta os dois luminares principais de um Templo da Maçonaria Adonhiramita, o Sol e a Lua em quarto crescente adornada pelas Plêiades e as duas tradicionais Colunas Negra e Rubra da Ordem Coríntia, formando uma espécie de corredor azul-celeste encimado por uma abóbada dourada e limitado por um arco negro simples, onde a Pedra-Chave é substituída pela Estrela Flamejante.
Como logo se vê, na parte central, encontramos um sugestivo símbolo que denota a caraterística duodecimal do grau: um círculo dourado com as doze casas astrológicas, reportando-nos, naturalmente, às nossas tradicionais doze horas iniciáticas, que lhes correspondem, por em sentido inverso, constituindo-se em mais uma importante representação que o Obreiro do grau deverá estudar meticulosamente.
Nesta breve descrição, lembraremos que a primeira casa é a mais importante, do ponto de vista maçónico: denominada apropriadamente de horóscopo corresponde à personalidade individual, permitindo ao iniciado avaliar as qualidades, tendências e aspirações dominantes, quer físicas quer espirituais, do ser humano, sendo o retrato do passado evolutivo e, como tal, a semente ou potência do seu futuro.
Ladeando o símbolo das Doze Casas Astrológicas, vemos à esquerda a Prancha de Traçar e, à direita, a jóia do grau. Sobre a Prancha, apenas relembramos que ela é o meio de que se servirá o neófito para apresentar ao Rei Salomão o resultado dos seus trabalhos, significando, em outras palavras, a memória no antigo original: os Manes de Adonhiram, a faculdade preciosa de que somos dotados para fazermos os nossos julgamentos, conservando o traçado de todas as nossas percepções.
A joia do grau é bastante simples, formada pela união de um compasso com um nível sobreposto, assinalando apenas, mais precisamente, os instrumentos principais empregados pelo obreiro na construção do seu Templo. Aqui deverá ser observado o significado esotérico do triângulo interno, formado pela união dos dois instrumentos, encerrados num círculo dourado.
Acima de tudo, naturalmente, está o Delta presente, inclusive na decoração do Templo, contendo as letras Hebraicas Iod-He-Vau-He, sobre o qual não se farão maiores comentários, por se tratar de elemento conhecido e estudado desde o grau de Aprendiz.
Na parte inferior do painel, sobre o Pavimento Mosaico, além dos usuais ramos de Louro e Oliveira que adornam os graus de perfeição até ao momento, estão um turíbulo, à esquerda. e o Mar de Bronze, à direita. No seu centro, está um Menorá (candelabro de sete braços) e, mais ao fundo, os Pães da Proposição, ladeando um Altar sobre o qual está a Arca da Aliança, símbolos que já foram apresentados em anteriores graus da hierarquia.
Aqui está, porém, uma representação de vários significados: este Altar seria a figuração do Altar da Sabedoria. Figurando, também, a mesa onde o recipiendário lamenta a morte do Arquiteto do Templo, que é, de acordo com a lenda do grau, o próprio Altar dos Sacrifícios ou dos Holocaustos, como antigamente se denominava, notando-se que o mesmo, segundo os relatos bíblicos, na realidade ficaria fora do Templo.
Cumpre notar que o emblema do grau que decora este Altar possui representadas as cinco grandes Ordens Arquitetónicas, da esquerda para a direita: Compósita, Dórica, Toscana, Jónica e Coríntia. Abaixo da coluna central está um nível e, na parte inferior do emblema, um compasso, um esquadro e uma cruz latina. Desta forma o símbolo traz-nos à reflexão certos conhecimentos matemáticos e arquitetónicos para que, através do discernimento e da luz da razão possamos entender, aceitar e louvar as coisas da natureza e do espírito.
INSTRUÇÕES PRELIMINARES
T.V.P. – Meus AAm IIr, ao serdes recebidos maçons fostes encerrados numa câmara, onde o símbolo da morte se manifestou a vós por várias formas, como a vos dizer que era morrendo para o vício, para o preconceito e o obscurantismo, que poderíeis alcançar a iniciação maçónica.
1º VIG. – O vosso trabalho, o vosso zelo pela Ordem e a dedicação que mostrastes pelos vossos AAm IIr, assim como a exatidão dos desenhos que apresentastes, permitiram-vos participar de mistérios mais profundos, iniciando-vos no grau de Grão-Mestre Arquiteto, aquele que representa com mais propriedade e perfeição os antigos mistérios.
2º VIG. – Relembro-vos, como dito no antigo grau de Mestre Maçom, que hoje, graças à dedicação dos AAm IIr que vos precederam, as ciências profanas transformaram a vida social. O domínio das forças morais sobre as físicas saiu das antigas universidades, dos templos fechados, para entrar nos laboratórios e, como o pelicano que dá o seu sangue para alimentar os seus filhos, o sábio contemporâneo, o verdadeiro vivente da Humanidade, ainda cega, dispensa aos profanos a sua ciência e a sua dedicação.
ORAD. – A tradição dos símbolos é, também, uma ciência viva. Ela permite àquele que a possui, adaptar os seus conhecimentos às necessidades dos seus AAm:. IIr:., soerguer uma sociedade que naufraga, amparar e reanimar um coração sem coragem e projetar a luz até onde as próprias trevas parecem ter o seu domínio absoluto.
SECR. – Cada centro de ensinamento possuía uma história simbólica, lenda frívola, na aparência, mas, profunda de analogias, que servia de base a toda a concepção dos mistérios. Não é por outra razão que aqui estamos. Devemos compreender estas verdades ocultas.
T.V.P. – Sabeis que à Maçonaria, herdeira direta das antigas fraternidades iniciáticas, não falta também, a sua história simbólica. Vamos relembrar, meus AAm:. IIr:., a Lenda do Terceiro Grau, e se a não fizéssemos preceder das considerações que, aqui vos faço, essa lenda pareceria um conto banal de coisas antigas, pouco interessantes e a vossa atenção não seria despertada e incitada a quebrar a casca da lenda para descobrirdes, no seu âmago, a semente nutritiva e libertadora da vossa intelectualidade.
1º VIG. -Nós agora podemos afirmar-vos que a Lenda do Terceiro Grau – a Lenda de Adonhiram – contém a chave das maiores adaptações simbólicas que a Ordem Maçónica possa conceber. Sob o ponto de vista social, é a conformação da inteligência aos diversos géneros de trabalho. A divisão das forças sociais, concorrendo para a harmonia do todo e o lugar dado ao mestre, pelo seu saber em completo desenvolvimento.
2º VIG. – Sob o ponto de vista moral, ensina a lei terrível que faz com que aquele que auxiliaste e instruíste se revolte contra vós e procure matar-vos segundo a fórmula da besta humana «o iniciado matará o iniciador»
ORAD. – Estes são os antigos ensinamentos que vos relembramos. Porém, até hoje, extremamente válidos. Agora, meus AAm IIr, compreendereis a razão de ser dos mistérios dos quais participais já há longo tempo. Estamos confiantes que sabereis porque a Maçonaria deve respeitar a tradição e os símbolos que foram confiados aos mestres iniciadores.
SECR. – Os degraus do simbolismo ensinaram-vos a conhecer o uso dos instrumentos e o emprego dos materiais. Esperais, sem dúvida, aperfeiçoar nos graus da vossa Loja de Perfeição a explicação dos símbolos que até agora ocultaram a verdade aos vossos olhos. Mas, tudo no Universo está sujeito a revoluções extraordinárias: tudo acaba!
T.V.P. – Lembro-vos que o Templo que Salomão elevou ao Rei dos Reis não escapou a essa sorte fatal. A morte inesperada do chefe daquela magnífica empresa pode recordar-vos, por antecipação, a ruína do famoso Templo, que a história nos apresenta, alternativamente, destruído e edificado sobre as suas próprias ruínas.
1º VIG. – A familiar narrativa que conheceis desde o terceiro grau, assinalava que Salomão, filho de David, Rei de Israel, célebre pela sua sabedoria e pela extensão dos seus conhecimentos, resolveu elevar ao Senhor do Universo o Templo que seu pai projetara, mas que as guerras que teve de sustentar contra os seus vizinhos o impediram de construir. Ele mandou pedir a Hiram, Rei de Tiro, que lhe fornecesse os materiais necessários para essa empresa.
2º VIG. – Hiram aceitou de bom grado esta proposta e enviou-lhe Adonhiram, célebre arquiteto, cujo génio, inteligência, gosto e superioridade de talentos em arquitetura, bem como o vasto conhecimento da essência dos metais, lhe merecia grande consideração e respeito.
– Salomão reconheceu as virtudes e grandes talentos de Adonhiram, e o elevou a lugares mais eminentes, confiando-lhe a direção dos Obreiros e o cuidado de levantar os planos e o desenho do suntuoso monumento.
ORAD. – Graças aos cuidados e vigilância de Adonhiram, o Templo aumentava de dia para dia, e tudo satisfazia as vistas de Salomão; atento à Ordem e à tranquilidade que reinava entre os Obreiros.
PAUSA
SECR. – Três Companheiros, descontentes com o salário que recebiam, projetaram obter o salário de mestre por meio da palavra, sinal e toque, que esperavam alcançar pelo emprego da força.
T.V.P. – -Certamente conheceis bem o restante desta magnífica lenda, desde a descoberta do corpo do Mestre Construtor pelos Nove Mestres Eleitos e também conheceis os terríveis castigos dos assassinos, comuns à época, executados por ordem de Salomão e não mais nos alongaremos nela.
1º VIG. – Por pouco que tenhais refletido nas diversas circunstâncias dos graus em que fostes admitidos e nos que recebestes por comunicação, talvez tenhais notado alguns pontos que pareçam contradizer-se ou, pelo menos, não ter entre si prefeita conexão. Suspendei o vosso juízo a este respeito. Esta aparente diversidade decorre da finalidade dos graus, quer simbólicos quer filosóficos.
T.V.P. – Estes são os pontos fundamentais de todos os conhecimentos maçónicos. Vereis, com o decurso do tempo, à força de estudo e de meditação, que estas contradições visíveis se desvanecem. A reunião de todos os conhecimentos vos apresentará um todo, cujas partes bem ligadas e bem encadeadas satisfazem o espírito e conduzem a finalidades mais elevadas.
PAUSA
T.V.P. – Respeitabilíssimo Irmão 1º Vigilante, em que vos ocupais na qualidade de Mestre Escocês?
1º VIG. – Em levantar altares e tabernáculos, guarnecendo-os com preciosos ornamentos.
T.V.P. – Quais são esses ornamentos?
1º VIG. – A Arca da Alianca, sustentada por dois querubins que a cobrem com as suas asas; o Mar de Bronze, o Altar dos Sacrifícios, a Mesa dos Pães da Proposição e o Candelabro de Sete Luzes.
T.V.P. – Em que lugar e por quem foi feita a Arca?
1º VIG. – Foi feita em Oreb, por Besebel. Saiu de Oreb e passou por Moab; de Moab para Siéhem; depois para Silo; de Silo para o Templo de Dagon e, daí para a casa de Abinadab; desta para a casa de Obededon; depois a Cariathiarim, de onde foi para Jerusalém e, ultimamente, Santa Sion, no Templo.
T.V.P. – Respeitabilíssimo Irmão 2º Vigilante, como chegastes vós a conhecer, também, todas estas coisas?
2º VIG. – Pelos estudos dos desenhos que apresentei a Salomão, depois de uma trabalhosa viagem, que durou três vezes vinte e sete vezes, para o rodeio e construção da Obra.
T.V.P. – Aonde foi consagrada a última Loja?
2º VIG. – Em três montanhas inacessíveis aos profanos, Poderosíssimo Mestre, num vale profundo, onde reinam a paz, as virtudes e a união.
T.V.P. – Como se chamam essas montanhas?
2º VIG. – O Monte Moriá, nos arredores do monte Gabaon; o Monte Sinai, e a montanha de Heredom, situada no final da carreira do Sol, onde se criou a primeira Loja da Maçonaria nesta parte terrestre e que deu o nome aos graus escoceses.
T.V.P. – Meus AAm IIr, por ora basta que a Ordem vos indique o caminho que deveis trilhar. Fostes tratados como suspeitos, isto alude aos profanos inimigos da Ordem, que a caluniam e perseguem sem a conhecer, e contra os quais devemos empregar o vigor para repelir os seus ataques, a doçura para lhes inspirar sentimentos mais moderados e a prudência, escolhendo os meios próprios para conseguir este fim.
– Observai, finalmente, que apenas vos justificastes e os vossos AAm IIr apressaram-se a dar-vos novas provas de amizade admitindo-vos a tomar parte nos seus mistérios mais íntimos e, desde então, penetrastes no vosso interior. Esta é a Maçonaria que conhecemos!
– Que a harmonia, a paz e a concórdia sejam o pendão sagrado da vossa vida e da vossa felicidade.
PAUSA
T.V.P. – Está encerrada a instrução preliminar do grau.
PARAMENTOS
AVENTAL – Aba vermelho-púrpura, em seda ou material similar, debruado por fita dourada, verso preto, cintos ou cordões pretos, tendo ao centro elementos da Joia do Grau, ou seja: um triângulo formado por um compasso e um nível, inserindo este conjunto no centro de um círculo dourado, orlado em dourado. No verso, estará bordado um tríplice triângulo prateado, entrelaçado, contendo no centro a joia do grau.
ABETA – A abeta será branca, em seda ou material similar, verso preto triangular, também orlada em dourado, contém no centro um Delta Radiante dourado, sobreposto ao resplendor, cercada por ramos de acácia na cor verde.

BARRETE – Vermelho-púrpura, verso preto, orlado a dourado.
COLAR – Vermelho-púrpura, em seda ou material similar, verso negro, tendo aplicado no vértice o tríplice triângulo entrelaçado, tudo em dourado.
Nas sessões de elevação o avental, a faixa e o barretes serão invertidos, voltando à posição normal após a consagração do neófito.
JÓIA – Um triângulo formado por um compasso e um nível.
APLICATIVO SCAB
Acesse a Biblioteca, Instruções e Videoinstruções do Grau no Aplicativo do SCAB (Supremo Conselho Adonhiramita do Brasil).
Senha do Grau 12: jehovah

