Grau 7º – Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove
Grau de Elevação
ARQUIVOS DE RESUMO
Senha: begoalchol
ESCOPO DO GRAU – RESUMO HISTÓRICO E MÍSTICO
O grau de Mestr Eleit dos Nove deve a sua origem ao Iluminismo Alemão, na Idade Média, debruçando-se sobre os mais terríveis ideais de vingança ou castigo.
Prosseguindo os relatos bíblicos, mais uma vez a sua argumentação litúrgica se apoia numa lenda da Sublime Ordem, assegurando que Salomão desejava capturar, vivos, os assassinos de Adonhiram tendo, para isso, convocado uma assembleia de Mestres.
Os relatos indicam que, naquela reunião, o soberano foi informado, por um desconhecido, do provável paradeiro dos criminosos que se teriam refugiado no país de Geth. Em face disto, o rei ordenou que nove MMestr, sorteados entre os mais zelosos artífices presentes, acompanhassem o desconhecido àquele país.
As suas antigas e tradicionais disposições ritualísticas mostram que, o candidato, embora inicialmente confundido com um dos assassinos, é quem irá propiciar, à assembleia o conhecimento da novidade, revelando-se como um pastor de rebanhos, assunto reservado e desenvolvido no grau de Seg Eleit ou Eleit de Pérignan. Afirma, também, que as suas mãos se encontram tingidas pelo sangue de três animais, por ele destruídos: um leão, um tigre e um urso, que haviam sido adestrados por Abiram para guardarem a entrada da caverna onde se refugiara.
Entretanto, tomando conhecimento de que um dos criminosos, Abiram ou Hoben, morreu justiçado na caverna onde se havia escondido, Salomão, que desejava capturá-lo com vida, presume que a sua ordem inicial havia sido desobedecida e enfurece-se.
Mais tarde, posto ao corrente das circunstâncias do fato e reconhecendo ter agido com precipitação e baseado em evidências infundadas, ordenou que a cabeça de Abiram fosse colocada na torre oriental do Templo, até que fossem encontrados os demais cúmplices, e premiou Johabem, Stolkin e os outros sete IIr que acompanharam o desconhecido pastor de ovelhas, com o título de Mestr Eleit dos Nov.
Posteriormente, os assentos lendários contam-nos que Salomão, tendo promovido um daqueles nove artífices a um grau superior, pelo invulgar desempenho apresentado, considerou que havia sido feita justiça e, em recompensa pelo zelo e firmeza do recipiendário, nomeia-o para substituir o Mestr Eleit recém-promovido.
O desenvolvimento doutrinário deste grau consagra a necessidade do triunfo da virtude e da verdade, sobre toda a consideração e escravidão material sendo aquele no qual, especialmente, se reconhece a necessidade de que o amor à Liberdade, Igualdade e Fraternidade, seja o guia dos nossos passos e sonhos. Assim, os seus aspetos rituais enfatizam o conhecimento da nossa consciência e o combate incessante contra a ignorância, o egoísmo e a cupidez, levando-nos a vencer as fraquezas, os defeitos ou as faltas.
Sendo o Gr 7 o quarto na hierarquia dos altos graus da Maçonaria Adonhiramita, compondo o conjunto denominado Graus de Perf ou, ainda, Graus Inefáveis, devido à alusão dos nomes divinos, os seus OObr estão sob o comando, de acordo com antigas disposições litúrgicas e legais, de uma Gr e Aug Loj de Perf (Maçonaria Encarnada), que possui jurisdição territorial sobre as lojas simbólicas que lhe forem deferidas e sobre as oficinas litúrgicas da estrutura Adonhiramita, compreendendo os seguintes graus, conferidos pela segunda classe da citada nomenclatura:
04 – Mestre Secreto
05 – Antigo Maçom ou Mestre Perfeito
06 – Preboste e Juiz
07 – Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove
08 – Segundo Eleito ou Eleito de Pérignan
09 – Terceiro Eleito ou Eleito dos Quinze
10 – Aprendiz Escocês ou Pequeno Arquiteto
11 – Companheiro Escocês ou Grande Arquiteto
12 – Mestre Escocês ou Grão-Mestre Arquiteto
13 – Cavaleiro do Real Arco
14 – Grande Eleito ou Perfeito e Sublime Maçom
Pelas disposições doutrinárias os graus, desta estrutura, são classificáveis como Bíblicos, Lendários, Judaicos e Cavaleirescos, observando-se que os OObr em cargo têm as denominações e atribuições que lhes confere este ritual, bem como devem seguir os procedimentos gerais inscritos no Regimento Interno da Loj de Perf.
TÍTULOS
A Loj no Gr 7, como já se afirmou, representa a câmara de audiências do palácio do rei Salomão sendo, eventualmente, denominada apenas por câmara ou conselho. Considerando-se que, por razões litúrgicas, a Loj compreende o Conselho dos Nove, não deve, a não ser excepcionalmente, admitir mais de nove membros numa única sessão de Elev.
O seu Presidente, que prefigura aquele soberano, manterá o tratamento ritualístico de TVP ou de Sapientís Mestr usando o cetro azul e dourado nas sessões ordinárias ou, também, um Malh coberto por gaze preta e uma Esp Flamíg nas de recepção de candidatos.
O Insp das Obras, Hiram, rei de Tiro, usará um punhal e receberá o tratamento de Poderosís e o 2º Vig (Moabom), o de Pod. Como já se salientou, o 1º Vig não trabalha, e o 1º Exp funcionará, normalmente, na Sal dos PP PPerd. Todos os OOfic e membros do quadro têm o tratamento de Respeitável, seguido do cargo respectivo, além dos títulos ritualísticos abaixo, conforme seja o caso:
|
Presidente |
SALOMÃO |
|
Hospitaleiro |
ANTARES |
|
1º Vigilante |
ADONHIRAM |
|
2º Experto |
ELIGAM |
|
2ºVigilante |
MOABOM |
|
Arquiteto |
ZEOMET |
|
Inspetor |
HIRAM, Rei de Tiro |
|
M Cerimônias |
STOLKIN |
|
Guarda da Lei |
ABDAMOM |
|
M Harmonia |
TALLUD |
|
Secretário |
JOHABEM |
|
Guarda da Torre |
ZERBAL |
|
Tesoureiro |
JABULLUM |
|
1º Experto |
BEN GABEL |
|
Chanceler |
GALAAD |
|
|
|
PAINEL DO GRAU
O Painel do Gr 7 de uma Gr e Aug Loj de Perf da Maçonaria Adonhiramita remete-nos, mais uma vez, para o simples e magnífico Mausoléu, dourado e azul, mandado erigir por Salomão para abrigar o corpo material do Gr Arq do Templo (Adonhiram).
Colocado no ponto central do arco que o cobre, onde falta uma pedra especial, está um grande coração radiante em chamas, emblema do grau, ladeado pelos antigos símbolos dos planetas.
Na parte central e inferior do painel, está a tumba do Grande Homem, decorada com símbolos zodiacais, enfatizando a união da Unidade Divina na sua potência decádica, com a Dualidade Procriadora, sobre a coroa de Louro e Oliveira em cor verde, emblema da vida manifestada na Natureza. Assim, a figuração mostra o aspeto dual da existência: vida – morte.
Por oportuno, nota-se que o símbolo de Áries (Fogo, Marte), na parte mais interna do ataúde que corresponde à localização da cabeça, simboliza o fogo construtivo interior: é o ardor iniciático induzindo a procura da iniciação. E, encontrando-se o emblema de Aquário (Ar, Saturno) aos pés, assinala que Adonhiram será desenterrado e que já se forma a cadeia para o ressuscitar.
Dominando a parte superior, está a Estrela Flamejante, ladeada pelos dois luminares do painel do Gr 4, notando-se, mais uma vez que, na Loj, o Sol corresponde ao Orad (Abdamon) e a Lua, ao Secr (Johabem), pois aquele, ilumina, e este, registra.
Observemos, ainda, que a Lua continua representada no seu quarto crescente e cercada por sete círculos e sete estrelas das Plêiades, para lembrar ao Maçom o dever não mais de aumentar, mas, sim, de aperfeiçoar os conhecimentos que recebe. Como as duas colunas do Templo, estes astros representam os polos ativo e passivo, o dia e a noite e os aspetos masculino e feminino da Divindade manifestado no Universo. O Sol simboliza a razão que ilumina a inteligência, enquanto a Lua figura a imaginação que reveste as ideias com uma forma apropriada.
Por fim, apresentam-se à nossa vista um punhal de cabo dourado e três corações vermelhos e, aqui, a simbologia é óbvia: o punhal mostra, por um lado, a arma simbólica para o poder da presença, que serviu para o suicídio de um dos culpados e, por outro, o raio argentino que descreve ao descer verticalmente sobre as trevas, para as destruir e dirimir com o Mistério Inefável da sua Luz, proveniente do tempo e do espaço.
De observar que, a lenda do grau nomeia, principalmente, três MMestr EEleit: Johabem, Stolkin e Zerbal. Todavia, os três corações do painel não simbolizam estes, sendo outros os elementos representados. São os três companheiros assassinos dos quais, no momento, só se designa Abiram. Representa-se ali, portanto, a tríplice vitória dos nove mestres sobre a ignorância, o fanatismo e a ambição.
É extremamente importante ressaltar que o mestre não pode, devido à Lei da sua própria natureza espiritual, vingar-se pessoalmente, nem servir de instrumento para a vingança da sociedade porque, se assim procedesse, estaria a ser cúmplice de um nível inferior de inteligência, puramente humano do qual, como iluminado, necessita transcender. Esta afirmativa poderá ser melhor compreendida na passagem cerimonial da recepção de um candidato na câmara obscura.
INSTRUÇÕES PRELIMINARES
TVP Meu(s) R(R)espeit I(I)r, vamos prosseguir, hoje, o vosso período de aprendizado na filosofia Adonhiramita discorrendo, desde logo, sobre a Joia do grau: o punhal de cabo dourado e lâmina prateada.
Observai que esta antiga arma tem servido de instrumento homicida. Com ele, reis feriram suas vítimas e fanáticos feriram os reis. Nunca, porém, serviu à Justiça e à Verdade!
2º VIG Há séculos que os nossos antepassados o traziam como símbolo de luta nunca, porém, o manchando de sangue.
Advirto-vos, pois: há muito que, organizações de todo o tipo têm procurado infiltrar-se nos nossos Templos, tentando dissimular sob o manto da Sublime Ordem, os seus preceitos e paixões.
Atos políticos, algumas vezes extravagantes, outras vezes criminosos, foram dados como inspirados na Maçonaria. Porém, nunca essa calúnia afastará a Sacrossanta Instituição da sua linha de conduta na busca da verdade. Malgrado os preconceitos de cada época e dos interesses passageiros, a Maçonaria sempre repudiou o mal, não só nos meios, como nos fins.
ORAD Meus R(R)espeit IIr, aproveitai a lição que a Maçonaria vos proporciona. No Gr 7, colocamos-vos na presença do assassino de Adonhiram e o antro escuro onde o encontrastes simboliza a vossa própria consciência, na qual eliminastes o assassino.
É assim que, com a consciência tranquila, deveis matar a vossa cupidez e o vosso egoísmo. Vós, que corajosamente, não hesitastes em mergulhar o vosso punhal num símbolo, sereis capazes e corajosos quando tiverdes que matar uma das vossas fraquezas, um de vossos defeitos ou uma das vossas falhas?
SECR Aqui estais para vos instruir e instruirdes os outros.
Não deixareis de encontrar pretextos para faltar: alegareis os vossos afazeres profanos e isso será, realmente, uma das vossas fraquezas.
Tereis coragem de vencê-la?
Quando tiverdes necessidade de uma pequena parte do vosso tempo, tereis coragem para sacrificar um dos vossos prazeres vulgares e de vir aqui beber, na fonte do bem e da verdade?
Quando tivermos necessidade do vosso óbulo, de uma diminuta soma e assim assegurar o sucesso de um trabalho útil e proveitoso, tereis coragem de vos privar de alguma coisa e dar a vossa cota?
TVP Meu(s) R(R)espeit I(I)r, são estes os golpes de punhal que vos pedimos. Examinai a(s) vossa(s) consciência(s).
Estais pronto(s) a desferi-los?
Repetimos, que qualquer que seja o obstáculo que surgir, deveis vencê-lo com toda a energia e força de vontade de que fordes capaz(es).
Lembrai-vos, constantemente, que vos preparais para vos tornardes senhor(es) das sublimes verdades da vida, que se acham ocultas aos que não têm vontade forte.
(Pausa)
Pod Ir Moabom, sois Mestr Eleit?
2º VIG Sim, Sapientís Mestr, eu o sou.
T VP Onde fostes recebido Mestr Eleit?
2º VIG Na câmara de audiências do rei Salomão.
T VP Que motivo vos outorgou esse título?
2º VIG O desejo de vingar a morte de Adonhiram.
T VP Respeit Ir Johabem, quem foi o homicida de Adonhiram?
SECR Abiram, cujo nome significa matador ou assassino.
T VP Por onde chegastes ao lugar da vingança?
SECR Por caminhos obscuros e desconhecidos.
T VP Quem vos conduziu lá?
SECR Um desconhecido pastor de rebanhos.
T VP Respeit Ir Abdamon, onde estava situado o lugar da vingança?
ORAD Ao pé de uma sarça ardente, numa caverna obscura.
T VP O que achastes nessa caverna?
ORAD O traidor Abiram, uma lanterna, uma fonte de repuxo e um punhal.
T VP Que uso tinha tudo isso?
ORAD A luz me iluminou, a fonte me saciou e o punhal estava reservado para vingar a morte de Adonhiram, pelo golpe que Abiram recebeu e o fez cair, morto, em terra.
T VP Pod Ir Moabom, aquele infeliz disse alguma palavra?
2º VIG Sapentís Ir Salomão disse uma, mas eu não a devo proferir.
T VP O que significa essa palavra?
2º VIG Vingança!
T VP O que foi feito do corpo de Abiram?
2º VIG Teve a sua cabeça decepada por um só golpe de Esp e levada a Salomão, para noticiar que a vingança estava completa.
T VP Respeit Ir Abdamon, quantos foram os MMestr EEleit para esta vingança?
ORAD Nove zelosos IIr, Sapientís Ir Salomão!
T VP Que horas eram quando os MMestr EEleit chegaram à caverna?
ORAD Ao amanhecer. A aurora raiava: 5 horas.
T VP Respeit Ir Johabem, o que mais tendes a fazer?
SECR Nada, pois tudo está completo.
T VP Que horas são?
ORAD A boca da noite. A hora a que saí da caverna: 7 horas.
T VP Relembrados estes ensinamentos notai, meus AAm IIr que o ensino deste grau tem, por objetivo, a bravura!
Sede bravos contra as vossas próprias fraquezas e a favor da defesa da verdade.
Que a harmonia, a paz e a concórdia, sejam o pendão sagrado das vossas vidas e da vossa felicidade.
Está encerrada a instrução do Grau.
PARAMENTOS
AVENTAL – Avental de aba branca, em seda ou material semelhante, debruado por uma fita prateada, com o verso e cinto ou cordões pretos ostentando, no centro, uma caveira sobre um osso e um punhal de cabo dourado, cruzados, ladeada por dois ramos de acácia, sem ramificações e cercada por sete lágrimas, em prata.
ABETA – A abeta será de cor branca, em seda ou material similar e o verso preto, triangular, também orlada em prata contendo, no centro, uma grande lágrima prateada, ladeada por dois ramos pequenos de acácia, em cor verde.
BARRETE – Preto, sem adornos, ladeado por uma fita amarela dourada.
COLAR – Azul-celeste em seda ou material similar, de verso preto, orlado em preto, apresentando no vértice uma roseta azul e tendo na ponta a Joia do Grau dourada, a Chave de Marfim com a letra “Z” gravada numa das suas faces e inserida num circulo vazado dourado.
JÓIA – Dourada, um punhal prateado com cabo dourado, inserido num triângulo inserido em um circulo vazado dourado.
APLICATIVO SCAB
Acesse a Biblioteca, Instruções e Videoinstruções do Grau no Aplicativo do SCAB (Supremo Conselho Adonhiramita do Brasil).
Senha do Grau 7: chol-begoal

