Grau 15º – Cavaleiro do Oriente, da Espada e da Águia
Grau de Elevação
ARQUIVOS DE RESUMO
Senha: jaaboro
ESCOPO DO GRAU – RESUMO HISTÓRICO E MÍSTICO
A cidade de Babilónia, localizada na margem esquerda do Rio Eufrates, é o palco dos fatos que animam todo o enredo deste grau. Ciro, o Grande Rei da Pérsia, entre 559 e 530 a.C., submete ao seu domínio todo o vasto território que vai da Anatólia ao Afeganistão, e do Cáucaso à Arábia, partindo da Pérsia e Mar Mediterrâneo, incluindo Babilónia, conquistada por Nabucodonosor que manteve o povo judeu em cativeiro.
– Na oportunidade, Nabucodonosor ordenou a destruição do Reino de Judá, do Templo de Salomão, da cidade de Jerusalém, e grande número de judeus da mais alta linhagem.
– Conta a lenda que, certo dia, após a tomada de Babilónia, Ciro teria tido um sonho em que, inicialmente, via um leão enfurecido que o ameaçava, obrigando-o a procurar abrigo. De seguida, aparecia uma nuvem luminosa, como se fosse a Glória de Jeová, de cujo centro saía uma águia que conduzia no bico a seguinte divisa: “Restitui a Liberdade aos Cativos”. Abaixo desta visão, surgiam Nabucodonosor e Baltazar, seu predecessor, ambos carregados de correntes e cadeados.
Por esta época, Zorobabel tenta e consegue uma entrevista com Ciro, em que ambos acertam os procedimentos para a libertação dos judeus cativos e a reconstrução do Templo de Jerusalém.
Tanto a libertação dos judeus, quanto a reconstrução do Templo de Jerusalém, foram autorizadas por Ciro. Entretanto, o retorno dos judeus para a Palestina só se conclui muito tempo depois, bem como a reedificação do Templo de Jerusalém.
A partir daí já se pode adiantar as conotações entre as caraterísticas histórico-geográficas e místicas com as três denominações deste grau.
Com efeito, o ambiente, os personagens e os fatos, revestem-se de reminiscências orientais, pois, todos tiveram por berço o Médio Oriente, mais precisamente, a Babilónia, situada na margem oriental do Eufrates, envolvendo, com frequência, a Palestina. Por isso, a denominação de Cavaleiro do Oriente.
De outra forma, os mesmos personagens e os mesmos fatos tinham caraterísticas comuns nas guerras que lhes serviram de motivação. Naquela época, como ainda hoje, o condão da virtude e da nobreza militares residia na espada, instrumento e símbolo de defesa e de ataque, cujo uso era universal e estendia-se a todos os grandes condutores de batalhas a que este grau faz frequentes alusões. Daí, a sua outra denominação, a de Cavaleiro da Espada.
Por outro lado, o sonho de Ciro, ao enfocar a Águia conduzindo a divisa “Restitui a Liberdade aos Cativos”. fulcro principal de todo o desenvolvimento do sentido e da liturgia do grau, criou a opção de chama-lo Cavaleiro da Águia.
Este é o décimo quinto grau da hierarquia dos graus filosóficos da Maçonaria Adonhiramita, base de entrada do Sublime Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz, cujas Oficinas Litúrgicas compreendem os graus conferidos pela Terceira Classe da citada nomenclatura, a saber:
15º – Cav∴ do Oriente, da Espada e da Águia; 16º – Prínc∴ de Jerusalém;
17º – Cav∴ do Or∴ e do Oc∴;
18º – Cav∴ Rosa Cruz
Pelas disposições doutrinárias, os graus desta estrutura são classificáveis como Bíblicos, Lendários, Judaicos e Cavaleirescos, observando-se que os OObr∴ em cargo têm as denominações e atribuições que lhes confere este Ritual.
TÍTULOS
DIGNIDADES
- Soberano Mestre;
- Respeitável Cavaleiro Primeiro General;
- Respeitável Cavaleiro Segundo General;
- Respeitável Cavaleiro da Eloquência;
- Respeitável Cavaleiro Secretário;
- Respeitável Cavaleiro Tesoureiro;
- Respeitável Cavaleiro Chanceler;
OFICIAIS
- Respeitável Cavaleiro Mestre de Cerimónias;
- Respeitável Cavaleiro Hospitaleiro;
- Respeitável Cavaleiro Segundo Experto;
- Respeitável Cavaleiro Arquiteto;
- Respeitável Cavaleiro Mestre de Harmonia;
- Respeitável Cavaleiro Cobridor;
- Respeitável Cavaleiro Primeiro Experto;
- Respeitável Cavaleiro Porta-Bandeira;
- Respeitável Cavaleiro Porta-Estandarte;
OBSERVAÇÃO: Na Segunda Câmara, o título do presidente da oficina é Grão-Mestre e recebe o tratamento de Ilustre. Os vigilantes têm o tratamento de Venerabilíssimo e os demais cargos Ven. Ir., acrescido do cargo ou nome histórico.
Exemplos:
Venerab. Ir. Prim. Vig.
Ven. Ir. Mest. de Ccer.
Ven. Ir. (nome histórico)
PAINEL DO GRAU
INSTRUÇÕES PRELIMINARES
GR MEST – Venerab Ir 1ºVig, como vos fizeste chegar ao eminente grau de Cav da Espada?
PRIM VIG – Cheguei a este grau pela humildade, pela paciência e por frequentes esforços.
GR MEST – A quem vos dirigistes?
1º VIG – Ao grande Rei.
GR MEST – Qual é o vosso nome?
1º VIG – Zorobabel.
GR MEST – Qual o vosso País?
1º VIG – A Judéia. Sou nascido, de pais nobres da tribo de Judá.
GR MEST – Que arte professais?
1º VIG – A Maçonaria.
GR MEST – Que edifícios construístes?
1º VIG – Templos e Tabernáculos.
GR MEST – Onde os construístes?
1º VIG – Por falta de terreno, nós os construímos nos nossos corações.
GR MEST – Por que todo maçom deve ser Livre?
1º VIG – Porque os Maçons que foram escolhidos por Salomão, para trabalharem no Templo, foram declarados livres e isentos de qualquer imposição por si e pelos seus descendentes. Tiveram também o privilégio de portar armas.
– Depois da destruição do templo, por Nabucodonosor, foram conduzidos ao cativeiro com o povo judeu, mas o Rei Ciro deu-lhes permissão para construir um segundo templo sob a orientação de Zorobabel e pô-los em liberdade. É desde essa época que trazemos o nome de “Pedreiros Livres”.
GR MEST – Que beleza ostentava o antigo Templo?
1º VIG – Era a primeira maravilha do mundo em riqueza e magnificência. Seu átrio podia comportar um número incontável de pessoas.
GR MEST – Quem foram os arquitetos que construíram este grande edifício?
1º VIG – Deus foi o primeiro, Salomão o segundo e Adonhiram o terceiro.
GR MEST – Quem colocou a primeira pedra?
1º VIG – Salomão.
GR MEST – A que horas foi ela colocada, Venerab 2º Vig?
2º VIG – Antes do alvorecer.
GR MEST – Para quê?
2º VIG – Para nos fazer conhecer a vigilância que devemos ter no serviço do G A D U.
GR MEST – Que argamassa foi usada?
2º VIG – Um composto místico de farinha, leite, azeite e vinho.
GR MEST – Explicai-me o sentido místico.
2º VIG – Para formar o primeiro homem, o Ser Supremo usou a doçura, a sabedoria, a força e a bondade.
GR MEST – Onde foi colocada a primeira pedra?
2º VIG – No meio da Câmara destinada ao Oriente.
GR MEST – Quantas portas havia no antigo Templo?
2º VIG – Três: uma, ao Ocidente, uma, ao Meio Dia e uma, ao Norte.
GR MEST – Por quanto tempo subsistiu o Templo?
2º VIG – 470 anos, 6 meses e 10 dias.
GR MEST – Sob qual Rei de Israel foi destruído o Templo?
2º VIG – Sob o Reinado de Sedecias, último Rei da família de David.
GR MEST – Que significa a Col lançada ao chão do Templo?
2º VIG – A confusão e o mal que se cometem quando se recebe alguém que não é digno de ser admitido.
GR MEST – Venerab 1º Vig, porque é que o número oitenta e um tem tanto significado para os Maçons?
1º VIG – Porque este número exprime a tríplice essência da divindade, expressa pelo tríplice triângulo, pelo quadrado de 9 e pela quarta potência de 3.
GR MEST – Por que as algemas dos cativos tinham forma triangular?
1º VIG – Os assírios, ao tomarem conhecimento de que o triângulo significava para os judeus um símbolo do nome do eterno, fizeram-no figurar nas algemas para maior martírio dos cativos.
GR MEST – Que dimensões Ciro havia dado para o novo Templo?
1º VIG – Cem côvados de comprimento, sessenta de largura e outro tanto de altura.
GR MEST – Por que Ciro ordenou que se cortasse a madeira nas florestas do Líbano e se extraísse a pedra das pedreiras de Tiro?
1º VIG – Era necessário que o segundo Templo fosse semelhante em tudo ao primeiro.
GR MEST – Dai-me o nome do primeiro arquiteto que teve a direção do segundo Templo.
1º VIG – Bibai.
GR MEST – Venerab 2º Vig, porque é que os obreiros trazem a espada enquanto trabalham?
2º VIG – Porque, enquanto os Maçons trabalhavam na reconstrução do Templo, elevando a sua alvenaria e transportando materiais, estavam sujeitos a incursões de seus inimigos. Por isso, os obreiros conduziam as suas espadas em condições de defender a sua obra e os seus irmãos.
GR MEST – Por quê as 70 luzes da Loj?
2º VIG – Em memória dos 70 anos de cativeiro da Babilónia.
GR MEST – Sois Cav do Oriente?
2º VIG – Sei trazer a trolha em uma das mãos e a espada na outra.
GR MEST – Está encerrada a instrução preliminar do grau.
PARAMENTOS
AVENTAL – Um dos lados é na cor verde escuro orlado de dourado e sem abeta. No centro, duas torres ligadas por uma ponte, na qual se lê a inscrição L. D. D. (Libertas, Donum Dei). Sobre este desenho, a joia do grau. No verso ele é branco, com abeta, e orlado com uma fita verde escuro, inclusive na abeta.
ABETA – –

BARRETE – Verde escuro, de um lado, e branco do outro debruado em dourado, em ambos os lados.
COLAR – Possui também dois lados. Um deles é verde escuro debruado em dourado. Na extremidade pende a joia do grau. Seu outro lado é branco debruado em dourado.
JÓIA – São três triângulos equiláteros concêntricos na cor dourado escurecido com fundo verde. Ao centro, duas espadas cruzadas com as pontas voltadas para cima.
APLICATIVO SCAB
Acesse a Biblioteca, Instruções e Videoinstruções do Grau no Aplicativo do SCAB (Supremo Conselho Adonhiramita do Brasil).
Senha do Grau 15: jaaboro,hammai,d.d.l.

